domingo, 30 de março de 2008


tenho o costume de deixar para ler bem depois as últimas páginas dos livros que eu gosto, não sei por que, desconfio que seja o desejo de prolongar aquela leitura, mesmo que pausada. ou pode ser porque preciso digerir tudo antes de ler o desfecho. na verdade, não gosto de desfechos. com Henry e June foi assim, só hoje fui ler a página final. eu precisaria de anos para digerir esse amor massacrante que eles têm, mas hoje me pareceu um bom dia para colocar logo um fim nisso e deixá-los em paz. taí o último parágrafo:


"Ontem à noite eu chorei. Chorei porque o processo pelo qual
me tornei mulher foi doloroso. Chorei porque não era mais
uma criança com a fé cega de criança. Chorei porque meus
olhos estavam abertos para a realidade - para o egoísmo
de Henry, para o amor de June pelo poder, para minha criatividade
insáciavel que deve preocupar-se com outras e não consegue
ser suficiente a si mesma. Chorei porque não podia mais acreditar,
e adoro acreditar. Ainda consigo amar apaixonadamente sem acreditar. Isso
significa que amo humanamente. Chorei porque daqui por diante chorarei menos.
Chorei porque perdi minha dor e ainda não estou acostumada à ausência dela."


*e eu consigo me achar dentre a vida de Anaïs.

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sexta-feira, 28 de março de 2008

As I went out one morning
To breathe the air around Tom Paine's,
I spied the fairest damsel
That ever did walk in chains.
I offer'd her my hand,
She took me by the arm.
I knew that very instant,
She meant to do me harm...

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eu poderia escrever uma épica a respeito da minha tara pelos bons moços, os que muito se parecem com os "fi-de-vó", mas é importante ressaltar que há a necessidade de um quê de sarcasmo ou qualquer outra coisa que quebre essa áurea ao redor da pessoa; muitas vezes percebe-se o "diabinho" dentro desses moços somente pelo jeito que sorriem.

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quinta-feira, 27 de março de 2008

por que será que as idéias legais só vêm quando não tem jeito nenhum de você anotá-las? elas têm que ter alguma aversão insana por caneta, papel, lápis, carteira de cigarros aberta, etc.; não há outra coisa que explique o branco que dá quando penso em alguma coisa, vou destrinchando até poder anotar e... puf! eu sei que o cérebro produz uma coisa x (eu larguei biologia, não preciso lembrar) quando estamos nos movimentando (principalmente durante caminhadas), e isso faz com que tenhamos pensamentos brilhantes - ou pensamos ter; mas, deus, por que tem que ser quase impossível lembrar de tudo quando tem que ser lembrado? houve vezes em que escrevi quase um senhor dos anéis dentro da minha cabeça e, ao sentar, nada. claro, houve vezes em que foi melhor ter esquecido completamente. não sei por que, isso me fez lembrar ter lido que há uma super-ultra-ferramenta nova aí na internet (parece uma coisa tão longínqua quando assim dita) que permite você apagar um e-mail enviado antes que a outra pessoa o veja; eu me pergunto, por que nessas horas de insanidade mental não nos esquecemos as merdas que passam pela nossa cabeça? há um processo inverso, cada vírgula da conversa é lembrada, cada detalhe que foi gerando um ódio profundo, cada entonação, as cores, os barulhos, a voz insuportável e aquela camisa horrível que você nunca gostou. por quê? por quê? tem alguma coisa bem escrota dentro de nós que se diverte muito nessas horas.

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quarta-feira, 26 de março de 2008


essa vai pra você, anelídia...

As paixões são esses afetos, essas forças – que podem tanto originar vícios como virtudes. As paixões podem nos machucar, nos cegar, mas tudo de grandioso que o homem fez no mundo foi movido por paixões.


Existem as paixões tristes, que nos tornam passivos, dominados, fracos. E existem também as paixões alegres, que nos impulsionam, nos fortalecem. Por isso, é preciso aprender com elas, conhecê-las. Mas conhecer, exige experimentar, viver.
É vivendo os afetos fortes e a potência das paixões que o homem aprenderá a se relacionar com eles.
Paixões não erram ou acertam, elas apenas manifestam o movimento da natureza, da vida. Por isso, um dos maiores desafios humanos, em todas as épocas e culturas, foi sempre conseguir transformar paixão em ação. Ou seja: usar esta força em nosso proveito, mesmo quando aparentemente ela representa um mal.


Viviane Mosé

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certas coisas exigem preparamento psicológico antes de serem lidas; é necessário uma pequena introdução antes do balde na cara, o que pega é isso. eu NÃO sei dar introduções, eu não sei me expressar bem, e, principalmente, eu perco a paciência facilmente quando a outra pessoa simplesmente NÃO ENTENDE o que eu falo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

hoje estava vendo um capítulo de Sex and the City em que era questionado quão boa de cama eram as meninas, e como seria possível saber isso. viajando completamente na história, comecei a pensar em como eu testaria alguém nesse nível; quais seriam os quesitos a serem avaliados, e, principalmente, qual seria o peso de cada um.
cheguei à conclusão de que, indiscutivelmente, o peso máximo seria o pós-sexo, ou seja, o que seria conversado, como minha cabeça se encaixaria no ombro, o timbre de voz no escuro (se estivesse escuro), o modo como suas mãos passariam pelos meus braços, meus cabelos...
pensando pelo lado do teste mesmo, cru e exato, eu pediria que gravasse uma "trilha sonora" - essa teria um peso não tão considerável quanto o acima, mas também teria lá sua importância.
depois das duas provas iniciais (olhando por uma perspectiva nada linear), viriam todas as acobracias, nós, posições, fetiches e etc. o sexo em si nunca foi tão importante para mim, mesmo achando um tanto importante para qualquer relação.
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