“(...) Se eu a tinha amado conhecendo seus defeitos – assim como fumamos como demônios satisfeitos, afastando o pensamento do câncer de pulmão, ainda a décadas de distância, no futuro, eu a amei sabendo que Patty Lareine poderia ser minha desgraça na curva de uma noite traiçoeira-, contudo eu a adorei. Quem sabe? O amor talvez nos ensine a transcender nossos piores defeitos. Isso foi há alguns anos. Agora, no último ano, mais talvez, estávamos tentando deixar o vício que nos unia. Os desagrados íntimos cresceram de estação em estação, até arrancarem todos os canteiros do bom humor. Cheguei a detestá-la tanto quanto ao meu primeiro cigarro matinal. Que finalmente eu havia abandonado. Depois de 12 anos, afinal me sentia livre do maior vício da minha vida. Isto é, até a noite em que ela se foi. Nessa noite descobri que minha mulher era um vício muito maior.”
eu não poderia nunca citar um Vinícius ou algo do tipo porque iria até parecer piegas comparado à minha real vida amorosa, até acho um pouco cômico quando leio essas coisas enchardas de mel.
ah, o grifo é de Os Machões não Dançam - Norman Mailer
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segunda-feira, 9 de junho de 2008
“Tenho lido os filósofos. São uns caras realmente estranhos, engraçados e loucos. Jogadores. Decartes veio e disse: é pura bobagem o que esses caras estão falando. Disse que a matemática era o modelo da verdade absoluta e óbvia. Mecanismo. Então, Hume veio com seu ataque à validade do conhecimento científico causal. E depois veio Kierkegaard: “Enfio meu dedo na existência – não tem cheiro de nada. Onde estou?”. E depois veio Sartre, que sustentava que a existência é absurda. Adoro esses caras. Embalam o mundo. Será que tinham dor de cabeça por pensar dessa forma? Será que uma torrente de escuridão rugia entre seus dentes? Quando você pega homens como esses e os compara aos homens que vejo caminhando nas ruas ou comendo cafés ou aparecendo na tela da TV, a diferença é tão grande que alguma coisa se contorce dentro de mim, me chutando as tripas.”
Bukowski
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at laaaaaaaaaaaast my love haaaaaaaas come along and my lonely days are oveeeeer and life is like a soooooooong, yeah ohhhhhhh yeah, yeah, yeah
at laaaaaaaaaaast the skyyyyyy above is blue and my heaaaaaaart...
eu prefiro as músicas mais sofredoras de jazz, acho que já passou da fase de conseguir acreditar em amor romântico e coisas do tipo.
Assim, juntando basicamente todos os anos de carreira do Caetano, essas são praticamente as únicas músicas que eu gosto - sendo que a maioria faz parte daquela lista-negra-brega que você só solta depois de uns copos.